Pages

segunda-feira, 10 de maio de 2010


Surplus: A verdade que não queremos ver.

11
 "Possuímos liberdade para escolhermos entre as marcas A, B e C. E depois disso? Aonde vai parar a nossa liberdade?




Poucos temas me inspiram/incitam tanto a escrever como as inconveniêcias sociais nas quais o mundo se encontra. Não gosto de me sentir alheia ao que acontece bem diante dos meus olhos, e se posso fazer alguma coisa para sair do meu estado parasitário e comodista, eu faço - ainda que possa ser considerado pouco. Sei que uma andorinha sozinha não faz verão, e sei também que não sou a última das revolucionárias de classe média, mas tenho consciência de que de gente parada, sentada no sofá, comendo batata frita e assistindo à MTV, o mundo está cheio, e o que eu puder fazer para ser diferente desse padrão dragônico, farei.
Hoje, na minha aula de Filosofia, assistimos a um filme/documentário sueco chamdo Surplus. Fiquei impressionada, e ao mesmo tempo, encantada com o que vi. Os diretores desse trabalho são verdadeiros gênios!  Utilizam técnicas modernas, mixagens e montagens para tentar abrir os nossos olhos de espectadores, mostrar o que acontece debaixo do nosso nariz e não vemos (e quando vemos, ignoramos).
A crítica principal desse trabalho é o hiperconsumo e suas divisões caóticas. Basicamente, critica o vazio interior do ser humano, que é (ou devia ser, porque até nisso falha) suprido com o ato de comprar, comprar e comprar. Pessoas se tornam objetos. Há empresas que montam mulheres e homens de plástico, visualmente perfeitos, para saciar a necessidade (ou seria carência?) sexual dos compradores. Você pode escolher a cor da pele, o tamanho dos seios, a cor dos cabelos e até mesmo a maquiagem que o boneco de silicone ira usar. Ironico, não? Tudo o que aparentemente falta no ser humano supérfulo, é produzido naqueles bonecos. Ah, e eles produzem gemidos.
Outro lado bacana de 'Surplus', é que ele não é parcial. Critica também o comunismo e sua falta de democracia, ou quem sabe, democracia falsa, enfatizando Fidel Castro e sua utópica (?) maravilhosa forma de governar uma nação.É um verdadeiro espetáculo.
É um documentário chocante. Usa imagens fortes. Mas e daí? A realidade também é forte.
Acho que não deve ser ignorado por ninguém. Mas.. Minha opinião, é a minha opinião. Quem quiser assistir ao Surplus, siga este link: http://www.youtube.com/watch?v=3ifFzLtoRkY
A primeira parte, está aqui embaixo.
São apenas 50 minutos, vale à pena conferir:


E lembrem-se: Até onde vai a sua liberdade?

11 comentários:

Pomba disse...

Se tem uma coisa que nunca gostei é comprar coisa por causa da marca .. hoje tem muita coisa supérfula ....

uma errata ... vc digitou plático ...
"Há empresas que montam mulheres e homens de plático, visualmente perfeitos"
só um toque ... pra ficar mais bonito o texto ... escreve super bem ... as vezes erramos e nem percebemos...

Marcos Aquino disse...

Eu penso da mesma forma, não sou piolho, não compro algo porque todo mundo ta usando,esse negocio de moda não funciona comigo, eu uso o que me faz sentir bem , independente da marca.
Mais ai a culpa não é so das empresas, mais o consumidor também, porque ele vão atrás do que ta sendo mais usado, ai as empresas fabricam o que a população quer. Beijos adorei a sua critica

Gabriela Martini disse...

Ah adorei as postagens sobre vermelho e a dar gordurinhas,segui amr ;)

Débbiie disse...

O sentimento de liberdade hoje é dia é bem restritoe complicado de falar; a televisão lança uma moda e a maioria das pessoas usam, e assim consequentimente as amigas (os) das mesmas tb aderem.

Mais ai que entra, o SER diferente não é ser estranho e sim autentico.
:D

adorei o blog idem a postagem.
me segue?
:*

CM Tricoloko disse...

hj as pessoas naum compram mais por necessidade e sim por luxo, ou um "suposto status"..

gostei mto da postagem...

Karla Hack disse...

Fiquei hiper mega interessada em ver... Há tempos que não vejo um bom documentário. Ainda mais que trate do consumismo e "des"humanização da sociedade, beirando ao artificial. Já algumas matérias e até filmes tratando dobre este bonecos que você cita... Vou conferir!

Talles azigon disse...

cara minha eis a verdade. o comunismo é bom demais para ser real e esta fadado sempre a derrota, e bem sei que foi disvirtuado por isso não sigo correndo comunista pois são radicais e todo radicalismo é condenavel, o que há de transformar o mundo é o amor, o amor ao planeta aos proximo, nada de correndo politicas ou filosoficas ou linguistica seguiremos todo a correndo do amor e esta sim vai transformar o mundo

J P F O X disse...

Parece bem interessante, pena que boa parte das pessoas são movidas e coordenadas pelo que ouvem e veem, principalmente na TV.
Até mais...

Cadinho RoCo disse...

Percebo haver entre nós carga tão elevada de revelações tão contundentes que chegamos a, por isso mesmo e contraditoriamente, ficar ofuscados e sem ter como digerir tudo isso.
Cadinho RoCo

Guilherme Bayara disse...

O documentário parece ser interessante.
Pois quenado eles mostram apenas um lado, como de costume, é um saco.

Pessoas cheias de problemas sempre existirão, e irão buscas as saídas mais loucas disponiveis. No capitalismo, comunis ou qualquer forma de economia...

Eu mesmo sou um pouco consumista, ams consumo por que tenho prazer e não por compulsão ou carência. Infelizmente nem todos são assim...

Radicalizar de qualquer lado, é fechar os olhos...

Adorei o texto e com certeza verei o documentário...

Roni disse...

É verdade...surplus é muito bom mesmo...engraçado q com a passar da vida agente vai descobrindo coisinhas...
respondendo a sua pergunta...eu pretendo q minha liberdade seja a extensão da outra.